quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Ação de Graças


Começar essa época festiva do ano agradecendo é um movimento que pode elevar nosso padrão vibratório e colaborar energeticamente para um mundo melhor.


Pode até ser que eu esteja ficando repetitiva, mas acontece que eu acho uma lástima não termos aqui, no Brasil, um Dia de Ação de Graças como manda o figurino. Adoro o Turkey Day. Gostaria demais que fosse um ótimo feriado, com a família reunida e um peru assando no forno. Seria um ensaio para o Natal.
A partir do Dia de Ação de Graças, bem festejado, estaríamos sintonizados com o Advento. Faríamos a primeira de uma série de celebrações que termina no sexto dia do ano novo, no Dia de Reis. Por mim, teríamos uma festa por semana. Celebraríamos o ano que se aproxima do fim, celebraríamos as oportunidades que tivemos, celebraríamos os sonhos que ainda iremos sonhar. Celebraríamos o novo ano. Essa é uma época especial para celebrações. Cerca de quarenta dias de graças. Parece um pouco a quaresma ao avesso.
Na quaresma, passamos quarenta dias de reclusão, de reflexão, de purificação. Nessa época, que se inicia com o Dia de Ação de Graças, passamos quarenta dias de expansão, de congraçamento, de reunião. Na quaresma, olhamos para dentro de nós mesmos. Nesse período, olhamos para fora e para frente. Percebemos melhor quem está do nosso lado. Fazemos planos e projetos. Frequentamos festas, nos reunimos em torno de um ideal de paz.
E o que eu acho mais legal, no start dessa época, é que o início é com agradecimento. É com uma ação de graças. Começamos a época mais festiva do ano, agradecendo. Por isso, sinto tanto quando percebo um certo descaso com a terceira quinta-feira de novembro. Deveríamos investir mais nesse dia.

Afinal, vocês já imaginaram o tanto que temos a agradecer?

Impresso e publicado originalmente em novembro de 2009 no Jornal Correio Trespontano.

domingo, 9 de setembro de 2012

A casa pronta para a Época de Micael

Acima: Micael, montado em seu cavalo branco guerreia com dragão na estante (todos em tecido e feltro)


 Vem chegando Micael...












Ao lado, móbile com em papel com Micael e o Dragão.

Um verso todo dia pela manhã para os pais  e a casa de época para os pequenos.

Eis uma boa pedida...







Ao lado, feltragem em lã na porta de entrada do apartamento, apresenta a época aos moradores de outros apartamentos e aos visitantes: Micael com a lança e a balança. Anjo de Angela Oliveira, de São Paulo...







Sugestão de verso para ser declamado diariamente:


Nego a submeter-me ao medo
Que me tira a alegria de minha liberdade
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.
No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo.
Quero viver, não quero encarcerar-me.
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro,
não para encobrir meu medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor,
não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros
pelo medo de que possam impor algo a mim;
Por medo de errar, não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, para o inaceitável,
por medo de não me sentir seguro novamente.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de ser,
caso contrário, ignorado.
Por convicção e amor quero fazer o que faço
e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao Amor.
E quero crer no reino que existe em mim.
Rudolf Steiner

domingo, 5 de agosto de 2012

Época dos ventos

Vai,vai,vai,vai vento 
Vai,vai,vai,vai vento
Vai pelos caminhos
Pelos campos e florestas
Vai sumindo de mansinho
Bem quietinho ...até parar...


domingo, 11 de setembro de 2011

Coragem de Micael

Para declamar todos os dias na Época de Micael.




Meditação de Micael

Temos de erradicar da alma todo medo e temor do que o futuro possa trazer ao homem.

Temos de adquirir serenidade em todos os sentimentos e sensações a respeito do futuro.

Temos que olhar para a frente com absoluta equanimidade, para com tudo o que possa vir, e temos que pensar, somente, que tudo o que vier nos será dado por uma direção mundial plena de sabedoria.

Isto é a parte do que temos de aprender nesta era, a saber:

Viver com pura confiança, sem qualquer segurança na existência; confiança na ajuda sempre presente do mundo espiritual.

Em verdade, nada terá valor se a coragem nos faltar.

Disciplinemos nossa vontade e busquemos o despertar interior todas as manhãs e todas as noites.



Rudolf Steiner

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Época dos ventos

A época dos ventos, no final do inverno, traz a possibilidade de abrirmos as janelas e deixar o vento entrar, ou melhor passar, levando com eles tudo que não serve mais...

Com as crianças, podemos exercitar o empinar pipa, fazer barangandão, argola dos ventos.

Um livro que traz algumas boas idéias é "Brincadeiras criativas para seu filho", editado pela Publifolha em parceria com a Aliança pela Infância e a Federação das Escolas Waldorf do Brasil.




terça-feira, 5 de julho de 2011

São João na Escola Waldorf

A Paineira escola Waldorf de Juiz de Fora teve uma animada festa de São João, potencializada pela arquitetura do local.










sábado, 30 de abril de 2011

Começa a preparação para a próxima época

Hoje, retiramos os enfeites de Páscoa da casa.

Amanhã, nossa "casa de época" será decorada com os símbolos de Pentecostes, relacionados à paz mundial: pombinhas, dizeres "paz" em vários idiomas, pessoas de mãos dadas, bonecos de várias nacionalidades...


Para saber um pouco mais sobre a visão antroposófica da época:



sábado, 23 de abril de 2011

Preparando o ninho

Amanhã, no domingo solar, as crianças começarão cedo a comer chocolates.

Não há como evitar a sobrecarga do fígado, mas podemos preencher os ovos com recheios outros que não apenas brinquedos frágeis e descartáveis.

Na foto, Uli prepara o ninho do coelho, pois ainda não percebeu que os ovos são uma ação de consumo como, infelizmente, muitas crianças que encontrei durante a semana no supermercado.


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Na hora de dormir...

Uma pessoa me solicitou, através de um scrap do Orkut, que contasse como é o nosso ritual de "ir para a cama" aqui em casa.

Tenho de esclarecer que ele muda, não frequentemente, mas conforme o desenvolvimento do filhote.

Quando ele era bebê, tudo era feito com muita serenidade e na mesma sequência. Nunca tivemos "o embalar" e nem ele nunca soube que ir para a cama era uma alternativa ou que poderia ser de outra forma.

Esse é um aspecto importante: a criança não tem noção, se nós não falarmos ou demonstrarmos, que a rotina poderia ser outra.

Muitas crianças relutam em ir para  a cama. Na maioria das vezes, é por que a casa continua muito "acordada". Apagar luzes, desligar a TV, falar mais baixo, são práticas que podem facilitar a chegada do sono.


Depois de grandinho, por volta dos dois anos, começaram as histórias. A rotina sempre igual, pijama, dentes, cama, oração, apagar a luz e história.
As crianças sempre têm objetos transicionais. O meu, por volta dos três anos, ia aumentando o número de fraldinhas de dormir, conforme minha agenda de trabalho ia se complexificando. 

Nessa época, eu contava as histórias de cor, com a luz apagada. Sempre a mesma história, todo dia, em cada época de mais ou menos três a quatro semanas. Quase nunca chegava ao final.

Depois dos quatro anos, meu repertório começou a ficar desisteressante. Foi quando entraram as histórias lidas.

Eu lia com uma locução monótona, muito lenta, o que era um exercício também para mim, tanto no respirar quando no falar. Eram histórias longas, sem gravuras, lidas aos pouquinhos por meses (prática que se segue até agora, com seis anos de idade).

Hoje, por exemplo, estamos lendo Dom Quixote, na versão bem humorada e curta de Orígenes Lessa.

A partir de uma certa idade, por volta dos seis anos, as crianças podem ficar um pouquinho sozinhas depois que os pais as colocam na cama, mas é importante que não seja brincando ou conversando. O silêncio deve ser mantido e os livros devem ter poucas ilustrações, o que reforça o tédio e ajuda o sono chegar.

Tem também algumas vezes que ele vai para a cama e "lê" sozinho mais um pouco, após o término do trecho que lemos juntos.

O importante, na minha perspectiva, é a rotina, sempre terrivelmente monótona e estável.

Mesmo quando se sai da rotina, não se deve comunicar isso à criança. Criança não sabe das horas, não sabe que está atrasada para ir para a cama. Nosso discurso a esse respeito é que cria a sensação de descontinuidade.

A presença do cuidador na hora de dormir dá segurança à criança.

Conheço muita gente que coloca a criança no carro para dormir. Entendo que isso seja uma tentativa desesperada, mas devemos criar as condições de serenidade e estabilidade em nossa casa, para que a criança se encaixe sem nem perceber que poderia ser diferente.

Muitos pais apelam para o carro na hora de dormir. Uma prática muito pouco saudável que inviabiliza a vivência da rotina de dormir  pela criança. 

Diminuir as luzes cerca de uma hora antes da hora de colocar o pijama, desligar a TV muito antes, falar em tom mais baixo, são ações que facilitam o momento de ir para a cama.

A palavra-chave é gesto. O gesto tem de ser o mesmo sempre, a ordem das atividades também. Por incrível que possa parecer, criança gosta de mesmice e previsibilidade, bem ao contrário do que a mídia, incentivadora do consumo afirma.

 Criança pequena vive de rotinas. Para que a hora de ir para a cama seja um momento tranquilo para pais e filhos, precisa ser coreografado e encenado diariamente da mesma maneira. Evite o discurso do "atraso", do não dormir, ou comentar  com outras pessoas na frente da criança que ela não dorme com facilidade, isso apenas reforça o negativo e faz com que a atenção seja despertada para o indevido.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Época das águas

A época das águas continua...

Enfeitar a casa com conchas, barquinhos e outros elementos que lembrem as águas faz com que a criança se situe em relação à natureza.

Contar histórias que lembrem o tema também é uma boa pedida.

Abaixo, nossa sereia.



sábado, 5 de fevereiro de 2011

A pequena vendedora de fósforos

Muitas vezes, as crianças sentem necessidade de "melancolia".

Alguns contos e histórias possibilitam que sentimentos como piedade, solidariedade e compaixão sejam exercitados.

Meu pequeno descobriu o conto de Hans Christian Andersen  , A pequena vendedora de fósforos.



Condoído com a triste história da menininha, coordenou a confecção de uma boneca seguindo as ilustrações do livrinho que ganhou de presente, inclusive com trapinho na mão e nos pés (!).

Fiz, meio a contragosto, já que não sou muito fã do conto onde a personagem central morre queimada viva.

No entanto, para a minha surpresa, aos seis anos, Uli não percebeu que o final da trama era esse.

Não recomendo o conto, especialmente em sua versão integral, este post é apenas para ressaltar a importância da melancolia para a constituição de sentimentos saudáveis na criança.

Abaixo, a versão resumida e mais leve, a qual meu filho teve acesso:

A Pequena Vendedora de Fósforos

(Hans Christian Andersen)

Era a última noite do ano e uma pobre menina caminhava pelas ruas por entre a neve.

Mesmo com frio, encantava-se com a carruagens suntuosas.

A pobre menina era vendedora de fósforos, mas ninguém tinha comprado nenhum.

Os pés descalços doíam na neve.

Mas que cheiro era aquele?

Cheiro de peru assado de véspera de Ano-novo. As janelas iluminadas faziam a pobre menina sorrir pela felicidade dos outros.

Teve de se proteger do vento gelado. Ficou encolhida, só imaginando as maravilhas à sua volta.

A pobre menina, para se esquentar, riscou um fósforo e, da faísca, ela imaginou uma lareira quentinha.

Mas a lareira desapareceu... o fósforo se apagou.

Com o segundo fósforo riscado, ela viu uma mesa posta com os mais deliciosos pratos.

E o fósforo se apagou de novo. A pobre menina não queria mais sentir frio.

Riscou outro fósforo e a centelha trouxe aos seus olhinhos a mais bela árvore de Natal que já tinha visto.

Mas a chama não durou muito. No céu, a menina viu sua avó. A única pessoa que a tinha amado na vida.

Rapidamente, riscou outro fósforo e a avozinha apareceu linda e carinhosa.

Não queria perder a sua avó e, desta vez, a menina ascendeu todos os fósforos.

O brilho foi tão intenso que a avó chamou a menina para lhe acompanhar.

Não havia mais frio nem fome. 

Somente Deus e a sua avó tão querida.

Foram para a felicidade suprema.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dormir cedo

Um importante momento do ano se aproxima: a volta às aulas.

Com isso, as crianças devem voltar a dormir cedo, muito cedo.



Vou parecer descontextualizada se falar que hora de criança dormir é 19h30?

Claro que sim, mas isso é importantíssimo.

Mas como fazer com que os pequenos consigam fazer isso?

Primeiro passo: pouca luz, experimente jantar à luz de velas e acender luminárias ao invés de luz central.

Segundo passo: desligue a TV.

Terceiro passo: faça do ritual escovar os dentes, fazer xixi e ir para cama o melhor momento do dia.

Para isso, você deve estar presente, de corpo e intenção.

Conte uma história, de preferência sua mesmo e verdadeira, coisas que aconteceram quando você era criança, lendas familiares, pequenos incidentes, suas preferências, seus antigos sonhos e medos.

As crianças adoram e precisam disso como alimento para a alma.

Depois, faça um verso:

Pode ser:


Meu anjo da guarda,
dourado como o sol, suave como a lua,
segue-me quando eu for à escola,
quando estiver em casa, quando brincar na rua...
Vela meu sono de noite,
guia meus passos de dia;
dá-me tua paz, teu carinho, tua alegria...
Quero estar sempre em tua companhia.
Você é tudo para mim.
Quero aprender com você a amar as plantas,
os minerais, as pessoas, os animais...
A ter bons sentimentos,
pensamentos puros, enfim,
a amar a Deus sobre todas as coisas.


Por fim, fique ali, luz apagada, respiração tranquila, esperando, esperando, calma.

Depois de algumas tentativas, isso vai acontecer naturalmente.

A criança crescerá saudável e você terá seu momento de serenidade para finalizar o dia.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

Espetáculo na Livraria Saraiva - São Paulo

Dia 26 de setembro, às 15 horas, estaremos na Livraria Saraiva do Shopping Jardim Sul em São Paulo.


Teatro de bonecos inspirado na Pedagogia Waldorf “O Rei Sapo” e oficina de artes-manuais.

Apresentação do conto de fadas “O Rei Sapo”, teatro de bonecos de manipulação à vista e direção ao vivo com colaboração da platéia. Oficina de sensibilização para as artes manuais: construção de adereço de lã natural relacionado ao conto apresentado.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

domingo, 11 de julho de 2010

Crianças necessárias

Brincando de lavar louça


Recebo muitos e-mails nesse sentido e fico pensando que desaprendemos a lidar com as crianças.

As próprias crianças desaprenderem a fazer coisas sozinhas.

As férias de inverno são normalmente um pouco mais complicadas no que diz respeito ao "que fazer com as crianças".

Dificilmente nossos pequenos fazem alguma coisa sem a nossa interferência, sem serem vigiadas, monitoradas.

É a condição contemporânea, temos que nos adaptar e inventar meios de viver saudavelmente nesse contexto.

É muito importante que a criança se sinta necessária e não alguém a ser entretido.

Podemos cozinhar com ela diariamente, no jantar ou no almoço, de acordo com nossa disponibilidade, perguntando sua sugestão de cardápio, pesquisando e experimentando receitas.

Fazendo bolo

Temos muitas opções de atividades necessárias mesmo sem sair de casa. Fazer uma pequena reforma, pintar uma parede de cor diferente, mudar os móveis de lugar, encapar almofadas, enfeitar o banheiro com adesivos.

Pintando paredes

Para quem tem jardim, pode organizar um novo canteiro, fazer uma composteira, podar plantas.
Plantando chuchu

Quem vive em apartamento pode fazer um projeto de faxina conjunta, um jardim suspenso, propor algum mutirão no espaço compartilhado do prédio, a produção de um espetáculo beneficente com os primos ou vizinhos.

Faxinando

Todas essas idéias e muitas outras - necessárias - , podem envolver crianças de todas as idades e ser um ótimo projeto de férias, feito diariamente, um pouquinho de cada vez.

No entanto, o cuidado está no "como". A maneira como introduzimos essas atividades, tornando-as interessantes faz toda a diferença. A criança precisa sentir que ela é necessária no processo e nós temos de usar de ludicidade em nossas ações e propostas. 


Dependendo da idade da criança, é apenas uma brincadeira, mas a criança não percebe isso e a sensação de participar da vida familiar de forma real é o que importa.

sábado, 12 de junho de 2010

São João na Copa

A Copa Mundial de Futebol está aí e não temos como evitar que os pequenos sejam invadidos pela mídia.

Por isso, é importante que não se deixe de criar pontes entre o que se passa na mídia e o que se passa no "céu".

Podemos fazer com as crianças as mesmas bandeirinha que fazemos todos os anos para o São João, apenas acentuando um pouco o tom verde e amarelo.


Assim, mesmo sem comentar nada diretamente, estaremos promovendo uma sensação de unidade entre as vivências e ajudando a fortalecer na criança seu sentimento de integridade.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pentecostes não é só cristã



Olá queridos,

Desculpem-me, pulei a Páscoa. O excesso de atividades e as viagens semanais até Juiz de Fora, cerca de cinco horas de onde moro, para participar de disciplinas isoladas na preparação para o doutorado me têm deixado um pouco fora da web.

Hoje vou postar algumas fotos do início de uma atividade que começamos a fazer espontaneamente aqui em casa.

Na época de Pentecostes, uma tradição cristã, enfocamos de forma laica, como sempre, baseados em valores que podem se tornar universais como a paz.

Então, para nós, essa época é a Época da Paz. A paz entre as pessoas da família, da sociedade e entre nas nações.

Normalmente, enfeitamos a casa com pombinhas brancas e colocamos bandeirinhas com Paz escrito em diversos idiomas.

Além disso, esse ano fizemos as correntes de papel com as pessoas de mão dadas e nelas escrevemos os nomes das pessoas da família.

Ontem tirei umas fotinhos dos primeiros passos, mas depois, se conseguir aquele tempinho precioso, vou melhorar a produção e publico.

O que é importante que se diga é que não é preciso ser cristão ou religioso para aproveitar essa época do ano para introduzir o sentimento de paz entre os povos e as pessoas no âmbito da educação das crianças.

Tudo de bom e até o próximo post, que esse ano não serão semanais.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Época das águas

Estava ausente da net na época das águas, mas vale a pena comentar.

Nessa época, normalmente, enfeito a casa com conchas, aquários e jarros de vidro com água e anilina azul e verde.

Na reunião que fazemos todo domingo, similar ao Evangelho no Lar adotado pelos Kardecistas, mas mais voltado à música e ao anjo da semana, contamos a lenda da Gêneses como na bíblia ocidental, dando ênfase à água e a vegetação.

Pequenas histórias de barcos, a lenda da Iara, mãe d'água, a imagem de Iemanjá (na foto no móbile da época), também podem estar presentes nesses longos dias chuvosos que vão do Dia de Reis à Quarta-feira de Cinzas, quando começa a época da Quaresma e do trigo.

Assunto para a próxima semana.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Quarto domingo do Advento

Reino Hominal



Último domingo antes do Natal, o menino-luz está pairando sobre o presépio no bico da cegonha, os seres humanos estão presentes, esperando a chegada da criança sagrada.



Última parte da peça que escrevi, baseada no poema "Viagem de Maria às estrelas".


Maria encontra o carpinteiro:


Narrador:
Maria ouve os corações humanos
chamando Jesus para a Terra.
Ela traz maçãs, cristais e velas
para festejar o advento.
Quando recebe a visita do carpinteiro
e da tecelã, que esperando
a chegada do Menino-Sol
e fizeram presentes.

Carpinteiro:
Maria, bendita sejas tu entre as mulheres,
pois trazes no ventre o Filho de Deus.
Aqui está o berço que eu mesmo fiz para
embalar o Menino que trará a Luz.

Tecelã:
Da lã teci o manto para agasalhar
 teu filho, oh, Maria, mas o Sol e as
Estrelas o vestirão de luz.

Maria:
Agradeçamos a Deus pois tudo está
preparado para a vinda de Seu Filho.



1
Sobre sóis e estrelas
Maria caminha.
(no círculo, 8 passos cruzados para a direita,
mãos em estrela abre e fecha alternando com pés)

2
Colhe fios de ouro
para uma roupinha.
(Mãos descem vibrando
contornando o corpo)

3
Oh, quem vestirá
tanta luz e brilho?
(giro em torno de si mesmo
braços abertos na altura do coração)

4
Maria bem sabe
que será seu Filho.
(Gesto de embalar criança
balanço com o corpo)

5
As estrelas todas
olham quando passa,
(idem 1)

6
pois seu passo leve
como que esvoaça.
(cruzar o pé esquerdo na frente do direito
pondo o peso no esquerdo e
dobrando o joelho, inverter, duas vezes)

7
Tudo que ela colhe,
Tudo que ela tem,
(giro, idem 3)

8
orvalha na noite
do Natal que vem.
(desde mão, como em 4, termina com
os braços abertos em A para
frente na altura do coração)

Anjo:
Ave Maria, cheia de graça. Bendita és tú entre
as mulheres, pois será a mãe do menino - sol.



Anões:
Nós somos os anões, guardiões do
Reino Mineral, trazemos os cristais, as pedras e
os metais preciosos para formar a base do presépio.



Macieiras:
Nós somos as árvores, as mais belas
representantes do Reino Vegetal, trazemos flores,
frutos e o nosso frescor para embelezar
o presépio do Menino-Luz.



Abelhas:
Nós Abelhas viemos do Reino Animal,
trazemos a lus das velas para iluminar o presépio
na noite de Natal. É o nosso presente
ao Menino que iluminará o mundo com sua Luz.



Carpinteiro:
Maria, bendita sejas tu entre as mulheres,
pois trazes no ventre o Filho de Deus.
Aqui está o berço que eu mesmo fiz para
embalar o Menino que trará a Luz.




Tecelã:
Da lã teci o manto para agasalhar
 teu filho, oh, Maria, mas o Sol e as
Estrelas o vestirão de luz.


 Maria:
Seja feita a Vossa Vontade,
assim na terra como no céu.

Maria:
Eu agradeço ao reino mineral.

Maria:
Eu agradeço ao reino vegetal.

Maria:
Eu agradeço ao reino animal.

Maria:
Homens, agradeçamos a Deus pois tudo está
preparado para a vinda de Seu Filho.