sábado, 5 de fevereiro de 2011

A pequena vendedora de fósforos

Muitas vezes, as crianças sentem necessidade de "melancolia".

Alguns contos e histórias possibilitam que sentimentos como piedade, solidariedade e compaixão sejam exercitados.

Meu pequeno descobriu o conto de Hans Christian Andersen  , A pequena vendedora de fósforos.



Condoído com a triste história da menininha, coordenou a confecção de uma boneca seguindo as ilustrações do livrinho que ganhou de presente, inclusive com trapinho na mão e nos pés (!).

Fiz, meio a contragosto, já que não sou muito fã do conto onde a personagem central morre queimada viva.

No entanto, para a minha surpresa, aos seis anos, Uli não percebeu que o final da trama era esse.

Não recomendo o conto, especialmente em sua versão integral, este post é apenas para ressaltar a importância da melancolia para a constituição de sentimentos saudáveis na criança.

Abaixo, a versão resumida e mais leve, a qual meu filho teve acesso:

A Pequena Vendedora de Fósforos

(Hans Christian Andersen)

Era a última noite do ano e uma pobre menina caminhava pelas ruas por entre a neve.

Mesmo com frio, encantava-se com a carruagens suntuosas.

A pobre menina era vendedora de fósforos, mas ninguém tinha comprado nenhum.

Os pés descalços doíam na neve.

Mas que cheiro era aquele?

Cheiro de peru assado de véspera de Ano-novo. As janelas iluminadas faziam a pobre menina sorrir pela felicidade dos outros.

Teve de se proteger do vento gelado. Ficou encolhida, só imaginando as maravilhas à sua volta.

A pobre menina, para se esquentar, riscou um fósforo e, da faísca, ela imaginou uma lareira quentinha.

Mas a lareira desapareceu... o fósforo se apagou.

Com o segundo fósforo riscado, ela viu uma mesa posta com os mais deliciosos pratos.

E o fósforo se apagou de novo. A pobre menina não queria mais sentir frio.

Riscou outro fósforo e a centelha trouxe aos seus olhinhos a mais bela árvore de Natal que já tinha visto.

Mas a chama não durou muito. No céu, a menina viu sua avó. A única pessoa que a tinha amado na vida.

Rapidamente, riscou outro fósforo e a avozinha apareceu linda e carinhosa.

Não queria perder a sua avó e, desta vez, a menina ascendeu todos os fósforos.

O brilho foi tão intenso que a avó chamou a menina para lhe acompanhar.

Não havia mais frio nem fome. 

Somente Deus e a sua avó tão querida.

Foram para a felicidade suprema.

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